• vohaus

O futuro da TV depende da integração

Como presidente de Discovery Networks International, Marjorie Kaplan entende do riscado: é responsável pelo desenvolvimento estratégico, pela coordenação e pela viabilização dos produtos da multinacional.



A executiva também tem entre suas atribuições traçar estratégias para as marcas da Discovery em diferentes mercados e plataformas. Um de seus marcos foi o processo de rebranding do Animal Planet, que se tornou um case interno tanto em broadcasting como em digital. Antes da programadora, foi vice-presidente da Ogilvy & Mather. Confira a seguir sua opinião sobre esses e outros temas.


CABEÇA NO FUTURO Tenho um time que faz produção e desenvolvimento de conteúdo para o mundo. Fazemos isso pensando sempre no futuro, no que pode vir mais à frente na TV. Temos muitas produções dos Estados Unidos, mas investimos também em produções locais — no Brasil, por exemplo, temos um time focado em conteúdo local. Outra parte do meu trabalho é estar junto com nossos diretores pelo mundo, vendo como pensar o conteúdo, em que investir, como elevar o nível do que colocamos na nossa grade. Meu objetivo é ser ambiciosa sobre o conteúdo que colocamos no ar.


ENGAJAMENTO Nossos espectadores estão consumindo conteúdo nas mídias digitais, falando cada vez mais sobre ele e queremos estar nesta conversa. Com o Survivor no Brasil tivemos tanta atividade nas mídias sociais, as pessoas conversaram como loucas sobre o programa. Alguns de forma positiva, outros fazendo brincadeiras, o que importa é que estavam assistindo. Nós já fazemos conteúdo para as mídias digitais, mas nossa ideia é fazer ainda mais, faremos experimentos nesta área. Nos Estados Unidos temos uma segunda companhia que cria conteúdo especificamente para o digital, diferentemente do que vai para a TV.

VÍDEO ON DEMAND Temos de pensar sob a ótica do telespectador. Tanto o nosso trabalho quanto o da operadora de TV a cabo é entender o que a audiência está procurando e encontra-la nesse lugar. Estamos começando a falar de VOD, digital e há muito medo em torno disso. Há o temor de que conteúdo em outras plataformas interfira na audiência. Mas vejo que shows mais acessíveis alcançam melhores resultados, é melhor para a atração. As pessoas querem experiências que integrem cada vez mais, em mais plataformas. É o que o consumidor busca.


ORIGINALIDADE Em geral, na nossa indústria o negócio do entretenimento é “tudo se copia”. Algo funciona e todo mundo quer fazer. Originalidade é difícil neste mercado, que também é conservador, pois custa caro. Muitas vezes a cópia funciona. Mas eu, que penso no futuro da TV, tenho como desafio não fazer isso.


CONTEÚDO PARA MUDAR Um dos privilégios do Discovery é que há um propósito na companhia. Além de fazer conteúdo para grandes audiências, estão nossos valores. A audiência millenial está interessada em propósitos. Se vão assistir à TV ou não é o nosso desafio, mas a audiência procura o pensamento no futuro nas atrações. É bom fazer algo que tenha relevância, significado.


Fonte: meio&mensagem

MATRIZ - Rua Campolino Alves, 300 - Sala 411 - Capoeiras - Florianópolis - SC

UNID. VENDAS - Rua Terezitha Menegotti, 338 - Água Verde - Jaraguá do Sul - SC

  • LinkedIn - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle
logo_bco.png